Corumbá IV (-16.3228, -48.1875)

  • = Em Operação
  • = Em Construção
  • = Em Projeto
Clique na imagem para maiores informações sobre a barragem.


Corumbá IV
Não
ETTERN
Corumbá
Paranaíba
Paraná
Luziânia (GO)
Centro-Oeste
Goias (GO)
-16.3228
-48.1875
21/09/2010
-
Corumbá Concessões
Empresas Responsáveis Participação
Corumbá Concessões S.A. 100%
30/11/-0001
35 Anos
Serveng Civilsan (18,74%), CEB Holding (36,95%), C&M Engenharia (2,47%), Cia. Imobiliária Terracap (14,43%), Fundo de Investimento BRB (18,28%), Cia. Saneamento Ambiental D.F (7,22%).
2006

R$ 0,00 R$/KW
30/11/-0001 - R$ 0,00
30/11/-0001 - R$ 0,00
Via Engenharia
-
O processo de licenciamento se iniciou no Órgão Estadual de Meio Ambiente de Goiás, tendo sido emitidas as licenças prévia e de instalação. Passou ao IBAMA por decisão judicial, que considerou este competente para dar prosseguimento ao licenciamento.
Deferida
Abertura do processo em 09/10/2001
Deferida
Emitida em 14/09//2004
Deferida
Emitida em 22/12/2005
Em Operação
186 Km²
Metros
100 a 200 MW
76 MWh/ano
76 MW médio
0 Pessoas
100 a 200 km²
Luziânia (45,22 km²), Santo Antônio do Descoberto (53,25 km²), Alexânia (38,95 km²), Abadiânia (27,39 km²), Silvânia (20,98 km²), Nova Gama (0,24 km²) e Corumbá de Goiás (0,49 km²).
242 propriedades rurais (IBAMA, Parecer Técnico 19/01/2005). Porém, Medeiros (2007, p. 21 e 28) afirma que 634 propriedades foram desapropriadas para a construção da usina.
-
-
-
-

A Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo publicou no seu sítio eletrônico a seguinte notícia sobre Corumbá IV. A empresa responsável pela construção da usina hidrelétrica Corumbá IV, em Goiás, foi multada em R$ 3,5 milhões pelo IBAMA. Segundo o órgão, a concessionária descumpriu as exigências de resgate da fauna da região e retirada de vegetação nas áreas que estão sendo inundadas. Segundo o diretor interino de Licenciamento do IBAMA, a empresa está causando sério dano ambiental na região. Ele afirma que a água do lago já cobre a vegetação que deveria ter sido cortada antes do início dessa etapa. O enchimento antecipado do lago irá prejudicar a qualidade da água do futuro reservatório. A deterioração dos materiais orgânicos imersos em água pode poluir a água que irá abastecer o Distrito Federal e cidades do entorno.

A notícia relata ainda, segundo fiscais do IBAMA e analistas do MPF, a fauna silvestre, que vive nas áreas que serão inundadas, foi esquecida. Os técnicos concluíram que a empresa não tem tomado as medidas necessárias para a segurança da fauna silvestre e que o resgate de animais não está sendo feito. O IBAMA informou que até o momento não há recinto adequado para animais de médio e grande porte. Para piorar a situação, a fiscalização concluiu que a equipe contratada para trabalhar na Corumba IV atua em condições precárias, sem local adequado para a acomodação, triagem e marcação dos animais resgatados. Disponível em: http://www.ambiente.sp.gov.br/proclima/noticias/jornal_MA_2005/05032005.pdf, em julho de 2010.

Em 14/03/2005, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) organizou uma manifestação na Esplanada dos Ministérios, Brasília (DF). Uma comissão dos atingidos pela barragem de Corumbá IV foi recebida pelo ministro do Meio Ambiente. Ele prometeu ao grupo estudar a possibilidade de se criar uma área de proteção ambiental (APA) de responsabilidade do governo federal nos municípios goianos cortados pelo rio Corumbá. A proposta foi apresentada como forma de minimizar o impacto da construção da hidrelétrica de Corumbá IV. O grupo defendeu a revisão do processo de licenciamento ambiental concedido pela Agência Goiana do Meio Ambiente ao Consórcio Corumbá IV, já que o Ministério Público encontrou indícios de irregularidades no estudo de impacto ambiental apresentado pelos construtores. O ministro determinou ao diretor de fiscalização do IBAMA que analise o processo de licenciamento de Corumbá IV.

A reportagem do JB online noticiou, em 04/01/2006, que o IBAMA concedeu a licença de operação para o consórcio Corumbá Concessões, apesar de não ter sido cumprido todas as exigências ambientais pela empresa. A reportagem destaca ainda que o governo do DF empenhou-se para conseguir a licença. O coordenador de licenciamento do IBAMA justificou: o órgão decidiu liberar a operação porque os prejuízos sociais e ambientais já foram causados, quando a Justiça de Goiás autorizou o enchimento do reservatório, em janeiro do ano passado.

O JB online acrescenta que a concessionária deve apresentar o projeto de elaboração para diagnóstico sócio-econômico em favor das famílias afetadas pela construção da hidrelétrica. O mapeamento trará informações sobre a reestruturação dos reassentamentos, por um período mínimo de cinco anos. O valor das indenizações pagas aos agricultores desalojados pela obra é questionado pelo IBAMA. O órgão ambiental pediu ainda a apresentação de um programa de comunicação social que prevê a criação de um comitê de bacias, composto pela sociedade civil, organizações não-governamentais, representantes do governo e usuários da água. O grupo irá auxiliar na confecção de um plano de uso dos rios. Disponível em: http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/brasilia/2006/01/03/jorbrs20060103001.html, em julho de 2010.

Corumbá Concessões será alvo de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) por conta dos seguidos e inflados reajustes no orçamento. Em 03/04/2009, a imprensa noticiava que a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, da Câmara dos Deputados, encaminhou ao Tribunal de Contas da União (TCU) um pedido de fiscalização do uso de recursos públicos federais repassados às obras da usina hidrelétrica Corumbá 4. Disponível em: http://blogs.maiscomunidade.com/blogdocallado/2009/04/03/tcu-vai-fiscalizar-corumba-iv/, em julho de 2010.

As imprensas goiana e brasiliense reportaram, em agosto de 2007, que a construção de Corumbá IV, onde o governo do Distrito Federal gastou R$ 783 milhões, quando a obra foi orçada para custar R$ 180 milhões. O presidente da CEB garantiu que não vai continuar aportando recursos na usina.

Um documento a que o jornal Estado de São Paulo teve acesso faz uma radiografia tão detalhada da hidrelétrica de Corumbá IV que a usina é tratada pelo Ministério Público como uma espécie de obra símbolo da corrupção no Distrito Federal - uma obra que teve nada menos que 17 aditivos ao contrato inicial, todos para injetar dinheiro público na construção. Construída pela estatal CEB foi orçada em R$ 280 milhões, mas custou R$ 716,2 milhões, em valores corrigidos. No inchaço de R$ 436 milhões, há uma fatia de R$ 179,6 milhões sem justificativa na prestação de contas. O superfaturamento pode ser explicado com dois exemplos em que foram feitas alterações no projeto. O estudo de viabilidade do edital previa a construção de quatro pontes e 15 km de estradas vicinais de acesso à usina. Mas foram construídas 14 pontes e 108 km de estradas. Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,hidreletrica-liga-roriz-a-esquema-do-df,533516,0.htm, em julho de 2010.

www.corumbaconcessoes.com.br

JB ONLINE: jbonline.terra.com.br/index1.asp

CORUMBÁ CONCESSÕES: www.corumbaconcessoes.com.br

Jornal ESTADO DE S. PAULO – www.estadao.com.br
  • Corumbá IV - Imagem de Satélite
    Corumbá IV - Imagem de Satélite