Nome da Barragem: Corumbá III
Instituição responsável pela ficha:
Rio: Corumbá
Sub Bacia: Paranaíba
Bacia: Paraná
Município: Luziânia (GO)
Região: Centro-Oeste
Estado: GO
Latitude: -16.7861
Longitude: -47.9419
Data da Licitação: 23/08/2010
Empresas Concorrentes: Cia. Força e Luz Cataguazes Leopoldina, Construtora Metropolitana, Conteminas, Tractebel Sul, CMC Brasil Engenharia Construções, Faud Rassi Engenharia, Via Dragados, A.R.G, Construtora Triunfo, Consórcio Elo- Energética (Empresa Industrial Técnica-40%, Logos Engenharia -40%, Orteng Equipamentos e Sistemas) e Consórcio Corumbá III (Guascor- 55%, CIA Energética de Brasília CEB- 15%, Construtora RV-10%, Construtora Artec.-10%, S&M Engenharia- 10%).
Concessionária: Consórcio Empreendedor Corumbá III
Empresas Responsáveis:
Neoenergia:  60%
Energ Power:  5%
Companhia Energética de Goiás (Celg):  16%
Companhia Energética de Brasília (CEB):  16%
Strata Construções:  3%
Inicio da Concessão: 07/11/2001
Prazo da Concessao: 35 anos
Composição Societaria: Geração CIII (60% grupo Neoenergia) e Energética Corumbá III (40% - divididos entre CEB, Celg, Strata e EnergPower)
Ano Entrada Operação: 2009
Custo Total: R$ 360 milhões
Custo KW Instalado: R$ 3846/ kW
Agentes Financeiros Envolvidos: BNDES (R$ 150,3 milhões)
Responsavel Estudo Ambiental: THEMAG e CTE – Centro Tecnológico de Engenharia
Audiências Públicas: 03/10/2002
Orgãos Licenciadores: Agência Goiana do Meio Ambiente e Recursos Naturais (GO)
Licença Prévia: Deferida
Licença Instalação: Deferida
Licença Operação: Deferida
Status de Produção: Em Operação
Area Reservatório: 72,20 km²
Altura: 60 m
Potência Instalada: 50 a 100 MW
Potência Instalada Desc: 93,6 MW
Energia Firme: 50,9 MW médios
Área Inundada: 50 a 100 km²
Municipios Inundados: Luziânia (GO)
Propriedades Atingidas: 129 propriedades
Deslocamentos Compulsorios: 167 famílias
População Atingida: 526 pessoas
Transformações Sociais Ambientais:

Segundo o EIA, ocorreram contaminações localizadas devido a falta de condições sanitárias adequadas. Destaque para: Derrame de combustível, lixo, abandono de estruturas de obras, entre outros problemas que podem ocorrer em áreas destinadas a canteiros e alojamentos. Segundo o mesmo Estudo, a inundação da área e conseqüente formação do lago favorecerão a proliferação de alguns vetores transmissores de doenças como a febre amarela silvestre. Constitui-se como um sério problema a ocorrência de futuros focos da doença importada de outras regiões, devido à proliferação dos vetores após a inundação da área e a entrada dos agentes patógenos, através de portadores humanos atraídos pelas atividades turísticas.

Ainda de acordo com os dados do EIA, o reservatório dificultará e até mesmo promoverá perda de depósitos materiais naturais de construção, notadamente areias, no leito do rio Corumbá, passíveis de exploração econômica no futuro. Destaca também a alteração do regime hidrológico e a fertilização das águas do reservatório, através do lançamento de esgotos e da fitomassa submersa, favorecendo a proliferação da vegetação aquática. A proliferação excessiva dessa vegetação aquática flutuante pode comprometer inclusive o sistema de geração de energia, através do excesso de matéria orgânica nas turbinas. Ainda segundo o EIA, alguns animais pertencentes a fauna local podem correr risco de extinção.

Conflitos Sociais:

No dia 20/5/2008, foi noticiado que o Ministério Público do Estado de Goiás havia encaminhado à Agência Goiana de Meio Ambiente (AGMA), recomendação para que seja cancelada a Licença de Funcionamento da UHE Corumbá III. Pareceres técnicos expedidos pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH) comprovam a ocorrência de degradação ambiental grave causada pela construção da barragem. Segundo o MP/ GO, foi constatado que nas áreas a serem inundadas não houve demolição de construções, retirada de vegetação e tampouco desinfecção. Por esta razão, ficaram submersos fossas, pocilgas, entulhos, depósitos de lixo, árvores, embalagens de agrotóxicos, enfim, uma série de materiais que causaram poluição das águas e liberação de fortes odores. Além disso, diversos animais morreram porque não foi feito monitoramento para resgate da fauna. Assim, consórcio da Corumbá III foi autuado em abril de 2008 SEMARH de Luziânia e recebeu multa de R$ 3 milhões. A recomendação elaborada pelos Promotores de Justiça determina que a AGMA suspenda a licença de funcionamento da UHE Corumbá III no prazo máximo de 10 dias. (http://www.mp.go.gov.br/)

Referências Bibliograficas:
-
Outras Indicações Bibliograficas:
http://www.eletrosul.gov.br
http://clipping.planejamento.gov.br
http://www.canalenergia.com.br
http://noticias.correioweb.com.br
http://ces.fgvsp.br
http://www.neoenergia.com
Referência:

-

Comentários


Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!

Corumbá III - Imagem de Satélite
Corumbá III - Imagem de Satélite


Observatório Sócio-Ambiental da Baragens - ETTERN/IPPUR/UFRJ Av. Pedro Calmon, 550- Prédio da Reitoria, sala 533
Cidade Universitária- Rio de Janeiro- RJ Telefone/Fax: 55 21 2598 1915 - Sistema SGP 2014